quarta-feira, 31 de outubro de 2007
O apedeuta criou o pobre inválido
Li o artigo sobre educação que me assustou: o Brasil tem o segundo maior índice de analfabetismo da América do Sul.Se a anta que nos governa é analfabeto, é natural que os governados por ele o sejam.
Porque qualquer pessoa que se informa tem pavor até de pronunciar o nome do infeliz.
Minha avó criou 8 filhos sozinha, trabalhava, não tinha bolsa preguiça para estimular vagabundagem, colocou todos os seus filhos pra estudar.Um deles, era engenheiro eletrônico, tornou-se honrado, capaz, pelos próprios méritos.
Não tinha essa coisa de que pobre não podia estudar, o q valia era o esforço pessoal, vontade própria.
Até isso o apedeuta acabou: estimula o pobre a ser pobre, quando ele oferece migalhas através do bolsa alimenta miséria, ele considera o pobre um inválido, acostumando-os a esperar pelo dinheiro fácil.
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Brasil tem segundo maior índice de analfabetismo da América do Sul
Brasil tem segundo maior índice de analfabetismo da América do Sul
Por
Bruno Aragaki
A queda de 29,1% na taxa de analfabetismo entre 1996 e 2006 não foi suficiente para tirar o Brasil do incômodo penúltimo lugar no ranking de alfabetização na América do Sul. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta sexta-feira, o percentual de brasileiros que não sabem ler e escrever é inferior apenas ao da Bolívia, onde a taxa de analfabetismo foi de 11,7% em 2005.
Analfabetismo na América Latina e Caribe*
Haiti
45,2
Nicarágua
31,9
Guatemala
28,2
Honduras
22,0
El Salvador
18,9
República Dominicana
14,5
Bolívia
11,7
Jamaica
11,3
Brasil
11,1
Peru
8,4
México
7,4
Colômbia
7,1
Equador
7,0
Panamá
7,0
Venezuela
6,0
Paraguai
5,6
Porto Rico
5,4
Belize
5,3
Bahamas
4,2
Costa Rica
3,8
Chile
3,5
Antilhas Holandesas
3,1
Argentina
2,8
Cuba
2,7
Uruguai
2,0
Trinidad e Tobago
1,2
Guiana
1,0
Barbados
0,3
Média
9,95
*Dados do Cepal 2005
Em relação a todos os países latino-americanos e caribenhos, o Brasil também vai mal no quesito: tem o 9º pior índice do grupo.Mais grave ainda é a situação do Nordeste, que tem o mais elevado índice entre as cinco regiões do país. Na média, um em cada cinco nordestinos declarou que não sabe ler nem escrever um bilhete simples. Se fosse um país, o Nordeste teria o 5º pior desempenho em alfabetização da América Latina e Caribe, à frente apenas de Honduras, Guatemala, Nicarágua e Haiti.Na comparação de dados de população urbana da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) com os da Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe) em 2005, o Brasil se saiu pior do que vizinhos de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mais baixo, como Peru, Venezuela e Colômbia.A taxa brasileira de analfabetismo, 11,1% entre os maiores de 15 anos, ficou, em 2005, acima da média do grupo, que foi 9,95%. O número divulgado pelo IBGE referente a 2006, 10,4%, também está acima dessa linha.O contingente de analfabetos no Brasil acima de 15 anos, 14 milhões de pessoas, coloca o país no grupo das 11 nações com mais de 10 milhões de não-alfabetizados, ao lado do Egito, Marrocos, China, Indonésia, Bangladesh, Índia, Irã, Paquistão, Etiópia e Nigéria.O grupo é considerado prioritário para a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), que criou programa de metas de erradicação de analfabetismo até 2015.
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segunda-feira, 15 de outubro de 2007
O Rolex de Huck provoca celeuma.
A celeuma em torno do artigo do Luciano Huck já beira o ridículo e mostra o quão mesquinhas as pessoas podem se tornar diante de um fato tão banalizado nos dias de hoje.
O apresentador, pelo pouco que conheço de sua vida particular, trabalha desde cedo, conquistou sua fortuna com competência e talento, nunca o vimos envolvido em escândalos ou em jornais de fofocas quentíssimas e infames – sabendo ter ele um certo “Toque de Midas”, o que os críticos de sua revolta tem a ver com isso? – parece-me, certamente, que ele tem todo o direito de ter um rolex ou um carro de 3 dígitos ou o que quer que seja que desperte atenção de pessoas. Ora bolas, o dinheiro é dele e não de empreiteiras, falcatruas ou mensalões... é usado para o bem estar seu e de sua jovem família e, quem sabe, para qualquer tipo de caridade que ele, com certeza deve fazer. Lembrando também que sua mulher rende bons lucros, não com pensões de filhos bastardos ou capas de Playboy oportunas, mas com trabalho, carisma e talento.
Não consigo entender o tom jocoso de algumas críticas em torno do episódio envolvendo o roubo de seu relógio. Qualquer pessoa fica revoltada, se sentindo traída pelas autoridades e desnuda diante da violência que lhe é acometida e tem, sim, sentimentos diversos em relação às emoções confusas que lhe tomam o peito. Se isso se manifesta com raiva, pena, revolta ou descaso, isso é um problema de foro particular. Algumas vítimas se escondem, outras escrevem cartas revoltadas para os jornais, outras chamam o BOPE e outras, ainda, que tem a mídia ao seu lado, escrevem artigos. É a forma de desabafo, é a maneira encontrada para extravasar o que todo cidadão brasileiro tem vontade de gritar: não agüentamos mais!!! Lemos diariamente artigos assim.
Não vejo fascismo algum em querer um pouco de segurança. Não vejo onde se encaixa defesa ao vagabundo, ladrão, desgraçado que aponta uma arma cabeça de um jovem pai de família para roubar um relógio, seja ele de 10 reais ou de 100 mil reais. Não importa o valor do que é roubado, o que importa é que aquele objeto não pertence ao ladrão.
Luciano Huck não é culpado de nada. Ele é vítima. Quem de nós pode tirar dele o direito de andar de rolex? Quem de nós pode criticar uma pessoa que ganha dinheiro (honestamente, diga-se) com trabalho? A não ser os invejosos do talento e das oportunidades alheias. Esses deviam se envergonhar. Deveriam mirar sua língua enorme, feia e invejosa para cima daqueles que envergonham o País lá em Brasília. Deveriam saber que, um dia, o coitado do “sujeito que nunca teve oportunidade então teve que roubar” poderá apontar uma pistola bem no meio de suas caras. Será que nesse momento eles vão se lembrar do Capitão Nascimento?
Em tempo, eu gostaria muito de saber a opinião de vítimas, também famosas, da violência e que são tão igualmente veementes naquilo que dizem ou escrevem. Artistas como Lulu Santos, Marcos Palmeira, Charles Gavin, Flora Gil. Ou mesmo autoridades como a Ministra Helen Gracie. Pergunto se o apresentador deveria ter um destino como o do Rodrigo Neto, dos Detonautas para que entendam que precisamos ter nosso patrimônio respeitado por qualquer pessoa, seja ele de um ou um milhão de reais.
-Fabiana Machado Monteiro-
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Tropa de Elite

Assisti sábado, o filme, Tropa de Elite. Nada de hiprocrisia, o dvd era pirata.
Meu marido já tinha assistido o filme, e quando passei pelo quarto, meu filho
de 6 anos se deleitava com o cap. Nascimento.
Fiquei passada, não quero que ele, tenha contato com as imagens tão violentas e verdadeiras
que o filme mostra.
A turma do DH - Direitos dos Hediondos-, atualmente o Procom dos Bandidos, deve estar com os pêlos eriçados tal qual gatos em sexta-feira 13. Revoltados.
O Bope para mim era conhecido somente pelo Caveirão, não tinha noção de como agiam e qual era a sua finalidade.
Adorei.
Está faltando um cap.Nascimento em muitos lugares, o diretor e os atores não se cansam de repetir que o filme é ficção. Que seja. Porém, a polêmica suscitada no filme e a reação popular,
de fazer do cap. Nascimento, um herói, demonstra que uma boa parte da população adoraria ver
corrupto, ladrão, maconheiro levando uns tabefes. E confesso:
_ Eu também!
domingo, 17 de junho de 2007
Orgulho Nacional
Orgulho nacional
Olavo de Carvalho
Jornal do Brasil, 07 de junho de 2007
Enquanto o público não tira os olhos da Venezuela, o totalitarismo esquerdista avança em outros pontos da América Latina sem ser notado, usando meios menos espalhafatosos mas nem por isto menos cínicos e brutais que os de Hugo Chávez.
No Equador, o deputado Luís Fernando Torres divulgou um vídeo que mostrava o ministro da Economia, Eduardo Patiño, tramando com investidores uma negociata para lucrar com os juros da dívida externa. Que aconteceu ao ministro? Nada. Mas Torres teve seu mandato cassado por "crime de sedição" junto com outros 56 deputados que o apoiavam. Se isso não é um golpe de Estado, não sei o que é. O próprio Chávez não teve peito para destruir a oposição com um ataque tão direto e mortífero. No dia seguinte, o presidente Correa, para impedir que o deputado recorresse a tribunais internacionais, solicitou que a Justiça o proibisse de sair do país. Enquanto os juízes, envergonhados, protelavam a decisão, Torres veio a Washington, sem dinheiro nem para o hotel, pedir socorro à Comissão de Direitos Humanos da OEA. Vã esperança. A OEA é uma sólida fortaleza do comuno-chavismo. O Equador foi jogado aos cães, e ninguém está nem ligando.
Porém o único esquema esquerdista que tem métodos infalíveis para se assegurar do poder total é o brasileiro. Ele não precisa temer protestos populares, porque tem o monopólio absoluto das agitações de rua. Nem os políticos de oposição, porque antes mesmo de chegar ao governo já havia destruído a maioria deles pela técnica do denuncismo e emasculado ideologicamente os restantes. Não precisa temer a Igreja, porque, seguindo a receita de Antonio Gramsci, já se apossou dela como um íncubo, sugando-lhe a alma e transformando-a num megafone da propaganda comunista. Não precisa temer o empresariado, cuja única expectativa de sobreviver ao assédio do fisco é beijar as mãos do Partido-Estado. Não precisa temer a mídia, já que ela se sujou tanto para ajudá-lo a ocultar a trama do Foro de São Paulo por 16 anos, que perdeu todo vestígio de autoridade moral e hoje o máximo que se permite é a obediência incompleta, a subserviência camuflada sob surtos esporádicos de ranhetice pro forma. Não precisa temer as pressões de fora, porque a fidelidade canina ao esquema globalista da ONU lhe garante as afeições do establishment europeu e americano. Não precisa temer as Forças Armadas, porque já dissolveu numa bem dosada poção de calúnias e seduções a antiga fibra anticomunista dos militares e porque tem o domínio estratégico do território através das organizações de massa, articuladas com as gangues de criminosos locais e com as Farc.
Nem as denúncias de corrupção, mil vezes mais volumosas e graves do que aquelas que atingiram os governos passados, o abalam no mais mínimo que seja. Só servem para demonstrar a impotência das leis, de novo e de novo, até desmoralizá-las por completo. Mesmo na hipótese remota de o atual presidente ser um dia submetido a impeachment, a esquerda continuará no comando, pela simples razão de que não tem nenhum concorrente, exceto - cum grano salis - os tucanos, os quais já facilitaram ao máximo a esquerdização do país quando estavam no governo e o farão novamente se para lá voltarem. A social-democracia, afinal, nunca teve outra razão de existir senão usurpar o lugar da direita e legitimar a ascensão da esquerda revolucionária mediante um arremedo de resistência, esvaziado, profilaticamente, de todo sentido ideológico.
Os poucos hiatos restantes no sistema de controle totalitário vão sendo preenchidos por meios indiretos, suaves, insensíveis, sob pretextos os mais variados e insuspeitos em aparência, ludibriando magistralmente a opinião pública que a tudo se submete por incapacidade de perceber o esquema como um todo.
Comparados à esquerda brasileira, astuta, racional, paciente, fria, segura de si, Chávez, Correa ou Morales são apenas amadores. De uma coisa o nosso país pode se orgulhar: de ser governado pelos mais hábeis vigaristas políticos do continente.
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Blues da Piedade

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Blues da Piedade
Cazuza
Composição: Roberto Frejat/Cazuza
Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêncio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem.
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National Geographic
Saiu outro dia na Internet, no site da National Geographic, que em
Auckland na Nova Zelândia, um polvo cativo em um aquário foi ensinado a
abrir garrafas de cerveja com seus tentáculos.
Grande coisa.... aqui no Brasil tem lula que abre garrafa, bebe, arrota
e ainda despacha no Planalto, e nem por isso a Nat Geo dá algum destaque
ao assunto.
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Colaboração da Rose
A força do Botafogo x a mediocridade do time do Vasco
Fabio Azevedo - 16.06.07
O Botafogo mostrou que a liderança do Campeonato Brasileiro com o Vasco era mentirosa. O time não é ruim porque para ser ruim ainda precisa melhorar um pouco. O técnico Celso Roth tem nas mãos uma equipe limitada, assim como Renato Gaúcho teve, mas este soube dar padrão ao Vasco.
O Alvinegro, ao contrário, tem um padrão de jogo e um estilo envolvente de atuar. Não há posição fixa entre os jogadores e Dodô e Zé Roberto fazem a diferença. A goleada por 4 a 0 foi pouco e só não foi mais porque o Botafogo pisou no freio ou, como diz um amigo meu, resolveu abrir o parquinho.
Se o clássico terminasse 6 a 0 ou 7 a 0 não seria nenhum absurdo. O Vasco não conseguiu acertar três passes seguidos. E Romário? Se fosse ele, não jogaria fora do Rio de Janeiro para não manchar o fim da sua carreira. Atuando em casa, o Vasco faz valer a força de São Januário e consegue somar valiosos pontos. O Baixinho já não enfrenta o São Paulo, no Morumbi. Romário e a imensa torcida vascaína não merecem este atual elenco.
Reforços para os Libertadores
O Fluminense começou a reforçar o elenco para a disputa da Libertadores no ano que vem. Somália e Jean foram anunciados como novos jogadores do clube. O detalhe é que o primeiro assinou contrato até dezembro de 2008. Já Jean, só até o fim deste ano. Ou seja: o Campeonato Brasileiro vai ser um vestibular para a competição sul-americana.
Renato Gaúcho já avisou que nome não garante vaga no time e que todos estão em condição de igualdade. Outros reforços serão anunciados para a alegria da torcida, que anda com o pé atrás com o capitão Carlos Alberto, que deve ir embora das Laranjeiras nos próximos dias.
CBF se rende ao Real Madrid
A paz está selada e Robinho vai jogar a última partida do Real Madrid no Campeonato Espanhol. Esta discussão sobre a vinda do atacante brasileiro para a preparação na Granja Comary era absurda. A Copa América só começa no fim de julho e Robinho não perdeu nada.
Agora, a CBF também liberou Daniel Alves e Marcelo para atuarem na última rodada do Espanhol. Demorou, mas o bom senso prevaleceu e os jogadores não foram prejudicados.
Os laranjas e a Justiça
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"Precisei de roupa nova, mas por falta de salário
combinamos eu pagava, você fazia o crediário..."
Esses versos populares, consagrados no samba cantado por Zeca Pagodinho, mostram como a figura do laranja já está incorporada no dia-a-dia da nossa economia. No caso do samba, não há crime, a namorada "quebrou o galho" do seu amado, abrindo, em seu nome, o crediário para ele. Da mesma forma que um pai aluga um apartamento, em seu nome, para uso do filho que ainda não tem fonte de renda. Não há ilegalidade nesses exemplos, apenas um pouco de jeitinho brasileiro.
Laranja, testa-de-ferro, homem de palha e títere são os termos mais utilizados para designar alguns dos personagens presentes nos escândalos da história recente do país: mensalão, compra de dossiê contra os tucanos na última campanha presidencial e, agora, a suspeita de que o presidente do Senado Federal poderia ter ocultado bens usando o nome e o CPF de terceiros. Em geral, os laranjas aparecem acompanhados de denúncias de caixa dois, corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro. E trata-se de um esquema que não é privilégio apenas de políticos e funcionários públicos – o narcotráfico e o terrorismo internacionais recorrem regularmente a laranjas de vários países para movimentar seus recursos financeiros.
No âmbito jurídico, não encontramos a palavra "laranja". Porém, no Código Penal o laranja pode ser enquadrado no artigo que regulamenta o "concurso de agentes", ou seja, quando várias pessoas realizam uma infração penal. Desta forma, o laranja pode ser co-autor ou partícipe do crime ou uma simples vítima inconsciente. Segundo o cânon penal, “quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade”.
Neste cenário de escândalos, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou o projeto que altera a Lei de Licitações e Contratos Administrativos. Entre as modificações do texto, que agora segue para a Câmara dos Deputados, uma foi pouco abordada pela mídia: determina que os laranjas estarão proibidos de participar de novas licitações públicas. É um passo positivo, mas descobrir e incriminar envolvidos em um esquema de laranja continua sendo uma grande dificuldade. Requer informações protegidas por sigilo bancário e que são difíceis de serem detectadas em meio a milhões de movimentações diárias de contas correntes em diferentes bancos no Brasil e no exterior. É, convenhamos, uma tarefa de Hércules para uma Polícia Federal ou um Ministério Público.
Novamente, o samba cantado por Zeca Pagodinho ajuda a ilustrar a questão. Nele, o romance não chegou a um final feliz, o casal brigou e deu no seguinte: "Aí você resolveu sujar meu nome dentro do meu metiê, mexeu com a moral do homem, eu vou me vingar de você: eu vou sujar o seu nome no SPC". Hoje, essa ainda é a forma mais comum pela qual vêm à tona muitos casos de laranjas: alguém denuncia o “esquema”, ou rompe acordos para "sujar" o nome do cúmplice.
Porém, quando um laranja chega a ponto de ser preso numa operação da Polícia Federal ou é indiciado em inquérito policial, esbarramos em mais um problema: a impunidade. De modo geral, o problema da não-punição não está na falta de condenação (que significa dizer absolvição do acusado), mas na ausência de uma apuração precisa, honesta e imparcial por parte das autoridades. Para o Judiciário condenar, é preciso provas substanciais e tecnicamente irrefutáveis. É preciso, ainda, que a decisão judicial se atenha aos ditames da boa técnica processual, e não ceda a “arranjos” políticos ou à corrupção.
Antes da condenação judicial, entretanto, vale o princípio da presunção da inocência assegurado pela Constituição. Esse direito deve ser constantemente respeitado, inclusive pela mídia e pela opinião pública, que não poucas vezes acabam por influenciar o próprio Judiciário a tomar decisões precipitadas e passionais.
O papel do Judiciário é condenar os culpados e inocentar quem não tem culpa, subsidiado pelo trabalho investigativo correto das forças policiais e do Ministério Público. E é isso que a opinião pública, a sociedade civil e, principalmente, a imprensa devem cobrar de nossos juízes, promotores e autoridades policiais.
Investigar, especular, levantar suspeitas e questionar dúvidas são direitos de cada um de nós cidadãos como manifestação da liberdade de expressão. Mas a condenação penal é monopólio do Estado, especialmente do Poder Judiciário. A chamada “condenação moral”, que leva suspeitos à perda de cargos públicos, é não só insuficiente, como muitas vezes injusta.
Justiça seja feita.
-Luciano Saldanha Coelho*-
*Luciano Saldanha Coelho é professor da Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, e advogado.
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O Homem Perfeito

O homem perfeito
O homem perfeito é lindo:
tem um pouco de mistério,
é belo quando está rindo,
é belo quando está sério.
O homem perfeito é bom,
tem um jeito carinhoso;
quando fala, em meigo tom,
causa arrepio gostoso.
O homem perfeito é fino,
é solícito, é fiel,
tem a graça de um menino
e é mais doce que o mel.
O homem perfeito adora
dar flores, botões de rosa,
a alguma velha senhora,
ou a uma senhorita idosa.
para as AMIGAS do Hilário...
é verdade...
risos
O homem perfeito tem
energia, não se cansa:
lava louça, enxuga bem,
gosta muito de criança.
O homem perfeito é
sensível à grande arte;
gosta de dança e ballet.
Nunca haverá de magoar-te.
Encerrando - finalmente -
os versos que perpetrei,
devo dizer-te, somente...
O homem perfeito é gay!
Fonte: desconhecida

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Eu sei
Papas da Língua
Composição: Serginho Moah e Fernando Pezão
Eu sei, tudo pode acontecer
Eu sei, nosso amor não vai morrer
Vou pedir, aos céus, você aqui comigo
Vou jogar, no mar, flores pra te encontrar
Não sei, porque você disse adeus
Guardei, o beijo que você me deu
Vou pedir, aos céus, você aqui comigo
Vou jogar, no mar, flores pra te encontrar
You say good-bye, and I say hello
You say good-bye, and I say hello
Ohohoh
Yeah yeah yeah yeah
Não sei, porque você disse adeus
Guardei, o beijo que você me deu
Vou pedir, aos céus, você aqui comigo
Vou jogar, no mar, flores pra te encontrar
you say good bye and I say hello
you say good bye and I say hello
ohohoh
Yeah yeah yeah yeah
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Emocionado ou com remorsos?
Ao dar uma passadinha na coluna do Kennedy Alencar (clique aqui), que descreve em notas a visão da Índia quando acompanhou a comitiva de Lula em sua recente viagem para o país, percebi a sensibilidade do nosso presidente. Sensibilidade?
Veja:
Lula se emocionou ao ouvir a tradução da inscrição numa placa de mármore branco do que Gandhi (1869-1948) considerava "sete pecados sociais".
Em 1925, Gandhi, que lutou pacificamente pela independência do império britânico, elencou os "sete pecados sociais": "política sem princípio, riqueza sem trabalho, prazer sem consciência, conhecimento sem caráter, comércio sem moralidade, ciência sem humanidade e devoção sem sacrifício".
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O "Bolsa Terrorismo"
O "Bolsa Terrorismo" Da Revista Veja
Lamarca traiu e assassinou, para implantar uma ditadura comunista no Brasil. Mas seu legado de infâmia virou herança financeira
Em 1969, o capitão Carlos Lamarca traiu seus companheiros de farda, roubou armas e munição do quartel onde servia, desertou do Exército e, a soldo de uma potência estrangeira, matou inocentes a sangue-frio com o objetivo de implantar no Brasil uma ditadura comunista. Foi morto em combate por militares que cumpriam o dever de detê-lo. Quase quarenta anos depois, o terrorista acaba de ser transubstanciado em mártir nacional pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, formada para examinar os casos de cidadãos torturados ou mortos pelo regime militar quando se achavam sob a custódia do estado brasileiro. Lamarca foi promovido postumamente a coronel e premiado com os rendimentos de general-de-brigada. Com isso, seus familiares receberão a pensão correspondente: 12.152 reais por mês. Além disso, a viúva e seus dois filhos embolsarão cada um indenização de 100.000 reais.Há duas afrontas nesse fato. A primeira delas é ao Exército, uma instituição que tem na disciplina hierárquica e na lealdade dois de seus pilares. Como pode um desertor, assassino de um tenente, Alberto Mendes Júnior – morto a coronhadas por Lamarca –, conseguir tal benefício? "É lamentável! Espero que esse processo não vá até o final. Os generais do alto-comando estão indignados", disse o general-de-exército Luiz Cesário da Silveira Filho, comandante militar do Leste. Também é um espanto Lamarca ter pulado patentes no que diz respeito ao soldo, indo de capitão a general-de-brigada. Em geral, a família de um militar morto na ativa, não importa por que motivo, passa a receber a pensão correspondente a um posto acima. Lamarca não morreu na ativa – ele abandonou o Exército. O privilégio concedido pela Comissão de Anistia significa premiar a deserção e a traição.

A segunda afronta é à lógica. Caberia à Comissão de Anistia indenizar quem foi morto e torturado sob a custódia do estado. O princípio, aqui, é que os regimes políticos passam, mas o estado brasileiro sempre será responsável pelos malfeitos cometidos em suas dependências. Lamarca, porém, não estava sob a guarda estatal quando foi morto. Encontrava-se em situação de combate, por sua própria conta e risco. A indenização dada a seus familiares, portanto, é incongruente. Equivale à instituição de um programa "Bolsa Terrorismo". O caso de Lamarca junta-se a outros absurdos cometidos pelas comissões de anistia, cujos integrantes parecem ser movidos pela ideologia de esquerda, e não pelas razões do direito, como deveria ser. Recentemente, foi conferida a Lucas Pamplona Amorim uma indenização de 20.000 reais. Em 1975, sua mãe estava grávida quando foi levada ao DOI-Codi e obrigada a escutar os gritos de seu marido sendo torturado. Lucas ganhou o benefício porque "sofreu conseqüências neuropsíquicas do tipo estresse, que a ele se transmitiram pela circulação materno-fetal".
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Amor Menino
-Amor Menino
Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo à colunas de mármore, quanto mais a corações de cera! São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas que partem do centro para a circunferência, que, quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino: porque não há amor tão robusto que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza, o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não atira; embota-lhe as setas, com que já não fere; abre-lhe os olhos, com que vê que não via; e faz-lhes crescer as asas com que voa e foge. A razão natural de toda essa diferença é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhe os defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor? O mesmo amar é causa de não amar e ter amado muito, de amar a menos.Padre Antônio Vieira. Sermões.
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Se tu viesses ver-me

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Se tu viesses ver-me...
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
-Florbela Espanca-
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---Mãos Dadas Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.
não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela.
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.
não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
-Carlos Drummond de Andrade-
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domingo, 10 de junho de 2007
Lesão cerebral ou cultura da sem-vergonhice

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Lesão cerebral ou cultura da sem-vergonhice
(*) Maria Lúcia Victor Barbosa
Atualmente algumas pessoas que se envergonham de serem brasileiras, perguntam: “Será que nosso povo perdeu a vergonha, pois acha natural tudo o que esse governo faz e ainda o reelege” Bem, isto faz parte de uma longa história, a nossa história, e seria necessário escrever um “Tratado de Sociologia da Sem-vergonhice” para formular resposta adequada. Em todo caso, tentarei dá-la, ainda que de modo bastante resumido.
Começo lembrando uma interpretação biológica baseada em leitura da Folha de S.Paulo, de 22/03/07. Segundo o jornal, neurocientistas pesquisaram e levantaram a hipótese de que existe uma parte específica do cérebro, (córtex prefrontal ventromedial) onde se alojam emoções, e que parece ser crítica para certos aspectos da moralidade. As pesquisas feitas com grupos de pacientes que apresentavam lesão nessa região cerebral mostraram que eles exibiam menos empatia, compaixão, culpa, vergonha e arrependimento.
Se analisarmos o governo que aí está notaremos que nunca dantes nesse país, autoridades, que deveriam dar bom exemplo, tiveram tão pouca empatia ou compaixão com relação ao povo. Vimos idosos de noventa anos ou mais em filas para provar que estavam vivos. A Saúde é um descalabro e nos atendimentos do SUS se observa a crueldade dispensada aos doentes. A violência vai vitimando, inclusive, crianças como João Hélio que foi morto barbaramente no país da impunidade e da indiferença dos governantes para com a dor alheia. Rebaixaram os rendimentos da poupança para premiar os grandes investidores, prejudicando os menores. O FGTS poderá ser afetado do mesmo modo e o trabalhador, que sempre votou no Partido dos Trabalhadores, vai perder renda se perder da inflação. O apagão aéreo parece divertir o governo que nega a crise, enquanto o presidente da República finge que está tomando providências. A lista de maldades é vasta, sendo impossível enumerá-las todas em curto artigo.
Quanto aos sentimentos de culpa, vergonha e arrependimento inexistem. O presidente da República nada sabe, nada vê, se permite brincadeiras grosseiras como a do ponto G e deixa a vida levá-lo, que a vida dos poderosos é doce e boa. José Dirceu faz festa de aniversário, recebe Delúbio, “os quarenta” e muitos mais. Dizem que o ex-guerrilheiro é consultor regiamente pago em moldes capitalistas, não ficando claro que tipo de consultoria ele dá. Pode-se apenas imaginar. Não se sabe se seu fiel auxiliar, Waldomiro Diniz, ou o gerente do PT, Marcos Valério, estavam presentes à festança. Mas, se não estavam, devem continuar festejando por aí, enquanto no Congresso mensaleiros e sanguessugas voltaram e tiveram seu contingente ampliado. É como se dissessem: Se o Executivo mandar, faremos todos.
Quanto à maioria dos brasileiros, se fosse estudada pelos neurocientistas provavelmente seria apontada como portadora da tal lesão cerebral. Mas, como penso que as teorias sobre o cérebro ainda engatinham nos caminhos da ciência, prefiro a opinião de Michael Koenigs que afirmou: “a reação da maquinaria emocional com respeito a questões morais é sem dúvida moldada por forças culturais”.
Em se tratando de cultura entendida como o complexo de valores, comportamentos e atitudes de uma dada sociedade, é válido afirmar que desde tempos coloniais fomos dúbios em questão morais. Individualistas por excelência. Preferimos nossa adorável bagunça à organização das associações baseadas em trabalho competente. Buscamos privilégios sem merecê-los. De nossas matrizes étnicas herdamos o culto ao ócio abençoado, o jeitinho, a festa, o atraso. E pesou sobre nós a Igreja da Contra-Reforma e da Inquisição.
Hoje em dia continuamos a viver atrás de facilidades preferivelmente alcançadas por esperteza ou doação de alguma autoridade paternal. Não temos de modo geral o sentido de conquista no tocante ao esforço pessoal, não nos faltando, porém, a capacidade predatória. Não sabemos exercer o poder, mas tão-somente nos beneficiar do poder. Simulamos democracia, mas somos autoritários. Preferimos sempre culpar alguém ou algo para nos eximirmos de nossas responsabilidades. Somos ufanistas com relação à nossa cultura da malandragem e da sem-vergonhice.
Recentemente chegamos ao fundo do poço. A ausência total de valores estimula a mentira e a corrupção. O mínimo de moralidade pública e privada foi corroída no país onde todos são “heróis”.
Será que o povo brasileiro sofre de lesão cerebral? Não creio, pois isto nos eximiria de qualquer responsabilidade. Prefiro dizer que levamos ao paroxismo a cultura da sem-vergonhice, consentida e consciente, aquela que as mais altas autoridades esbanjam como patrimônio nacional. Na pátria de Macunaíma quem rouba, faz. Quem mata tem seus direito humanos preservados. Afinal, somos todos éticos e “não existe pecado do lado de baixo do Equador”. Não há do que se queixar.
(*) Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga, autora entre outros livros de: “O voto da Pobreza e a Pobreza do Voto: a Ética da Malandragem (Jorge Zahar Editor) e América Latina: Em Busca do Paraíso Perdido” (Editora Saraiva). (mlucia@sercomtel.com.br).
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Vavá 2010
Um delegado da Polícia Federal, citado por O Globo, definiu Vavá como "um cara simples, quase analfabeto, que enrola as pessoas.Eu diria que ele possui todos os predicados para suceder ao presidente da República. Vavá 2010.
Digo Mainardi.
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sábado, 9 de junho de 2007

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VAMOS UNIR FORÇAS !!! Participem
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Reage, Brasil!
Com banners e charges, campanha apartidária mobiliza blogs contra corrupção e escândalos políticos do país. - POR Carol Ferrare
No último dia 25, em pronunciamento feito da tribuna do Senado sobre corrupção, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) fez um apelo: "Conclamo que a população brasileira tome as ruas e imponha o término da corrupção e o fim da impunidade. É hora de a sociedade organizada reagir, principalmente o jovem na rua de cara pintada".
Inspirado pela fala do peemedebista, reforçada em entrevista concedida pelo parlamentar gaúcho ao Congresso em Foco (leia), o economista Robson Alves Ribeiro decidiu lançar, no blog Tourolouco, a campanha "Reage, Brasil!".
São banners e charges do artista Sponholz com slogans bem-humorados como "Corrupto, pé na bunda deles" ou "Burrobras [em analogia à Petrobras], auto-suficiência dos outros é o nosso negócio" (clique aqui para ver).
O objetivo, explica Robson, é "criar um movimento público apartidário mostrando que a sociedade está amadurecida para criar campanhas por si só".
O projeto não tem apoio de partidos políticos, nem de parlamentares ou de quaisquer outras organizações. O que o Tourolouco e pelo menos outros nove blogs :
Tourolouco : http://tourolouco.blogspot.com/
VereadoresBH : http://vereadoresbh.blogspot.com/
Vagas e Empregos : http://vagasempregos.blogspot.com/
Língua Azul : http://linguaazul.blogspot.com/
ViageMusical : http://viagemusical.blogspot.com/
Contra o Vento : http://www.contraovento.blogger.com.br/
Morcego : http://www.morcego.blogger.com.br/
Blogando Francamente : http://blogandofrancamente.blogspot.com/
Pep-Home : http://www.pep-home.blogspot.com/
Grupo Brasil Mostra a Tua Cara : http://grupobrasilmostratuacara.blogspot.com/
Querem é mobilizar a população sem a necessidade se criar uma “personalidade-guia” que futuramente viesse tirar proveito eleitoral da iniciativa.
"Não suportamos mais tantos saques ao erário público. A falta de ética dos parlamentares nos deixa enojados", resume Maria Eugênia Soares, moderadora do blog Língua Azul.
Ao contrário dos exemplos de mobilização citados como parâmetro – o movimento dos caras pintadas, que resultou no impedimento do ex-presidente Fernando Collor, e a campanha Diretas Já
– o "Reage, Brasil!" não tem uma meta específica.
"Além de protestar, queremos reforçar a questão da urgência de reformas nas áreas tributária, política e, principalmente, quanto à questão do Judiciário com sua morosidade e quantidade de leis que só beneficiam os infratores", diz Robson.
Indignação virtual
O economista reclama, contudo, que tem tido dificuldade em tirar a campanha do mundo virtual. "Talvez se fosse antes do advento da internet, a chance de haver grandes atos públicos fosse maior.
Mas hoje os cidadãos voltam para suas casas e criam e-mails em forma de corrente, mas são incapazes de ir para as ruas demonstrar seu descontentamento.
Preferem, no máximo, divulgar que está havendo uma coleta de assinaturas on-line pedindo mudanças e acreditam que, assinando essas petições on-line, tudo será resolvido e a sua parte já estará feita", analisa.
Ele conta que, na tentativa de levar o movimento para as ruas, tentou contato com Pedro Simon, o inspirador da iniciativa, mas nem mesmo o senador pareceu mostrar interesse.
"Nenhum político se propôs a ajudar, nem mesmo quem lançou a idéia, o senador Pedro Simon, se manifestou mais.
Vários e-mails foram enviados a ele, mas nenhuma resposta até o momento foi recebida. Isso me faz acreditar que o discurso foi mais um para jogar para a platéia, sem interesse de que realmente houvesse uma campanha ou movimento de mobilização cobrando ética e mudanças".
Procurado pelo Congresso em Foco, o senador se mostrou entusiasmado com a campanha e garantiu que entrará em contato com Robson Alves nesta semana.
Para Simon, "quando os jovens se unirem na Esplanada dos Ministérios, o Brasil pode mudar".
"Esse é um grande movimento, é realmente muito positivo.
Se os jovens começaram a fazer uma corrente de Santo Antônio, um chamando o outro, vamos ter uma mobilização que pode ser o que nos levará a sair dessa areia movediça. Poderemos, finalmente, nos movimentar nessa massa cinzenta onde todo mundo quer alguma coisa", acrescentou.
Os interessados em participar da campanha “Reage, Brasil!” devem entrar em contato com
Robson Alves Ribeiro pelo endereço eletrônico robson.a.ribeiro@gmail.com.
http://congressoemfoco.ig.com.br/Noticia.aspx?id=17076
Postado por Brigitte na PVC
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quinta-feira, 7 de junho de 2007
Tempo Perdido

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Todos os dias quando acordo,
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo:
Temos todo o tempo do mundo.
Todos os dias antes de dormir,
Lembro e esqueço como foi o dia:
"Sempre em frente,
Não temos tempo a perder".
Nosso suor sagrado
É bem mais belo que esse sangue amargo
E tão sério
E selvagem.
Veja o sol dessa manhã tão cinza:
A tempestade que chega é da cor dos seus
Olhos castanhos
Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos distantes de tudo:
Temos nosso próprio tempo.
Não tenho medo do escuro,
Mas deixe as luzes acesas agora,
O que foi escondido é o que se escondeu,
E o que foi prometido,
Ninguém prometeu.
Nem foi tempo perdido;
Somos tão jovens
-Renato Russo-
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Que falta nesta cidade?................Verdade
Que mais por sua desonra?...........Honra
Falta mais que se lhe ponha..........Vergonha.
O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
numa cidade, onde falta
Verdade, Honra, Vergonha.
Quem a pôs neste socrócio?..........Negócio
Quem causa tal perdição?.............Ambição
E o maior desta loucura?...............Usura.
Notável desventura
de um povo néscio, e sandeu,
que não sabe, que o perdeu
Negócio, Ambição, Usura.
Quais são os seus doces objetos?....Pretos
Tem outros bens mais maciços?.....Mestiços
Quais destes lhe são mais gratos?...Mulatos.
Dou ao demo os insensatos,
dou ao demo a gente asnal,
que estima por cabedal
Pretos, Mestiços, Mulatos.
Quem faz os círios mesquinhos?...Meirinhos
Quem faz as farinhas tardas?.........Guardas
Quem as tem nos aposentos?.........Sargentos.
Os círios lá vêm aos centos,
e a terra fica esfaimando,
porque os vão atravessando
Meirinhos, Guardas, Sargentos.
E que justiça a resguarda?.............Bastarda
É grátis distribuída?......................Vendida
Que tem, que a todos assusta?.......Injusta.
Valha-nos Deus, o que custa,
o que El-Rei nos dá de graça,
que anda a justiça na praça
Bastarda, Vendida, Injusta.
Que vai pela clerezia?..................Simonia
E pelos membros da Igreja?..........Inveja
Cuidei, que mais se lhe punha?.....Unha.
Sazonada caramunha!
enfim que na Santa Sé
o que se pratica, é
Simonia, Inveja, Unha.
E nos frades há manqueiras?.........Freiras
Em que ocupam os serões?............Sermões
Não se ocupam em disputas?.........Putas.
Com palavras dissolutas
me concluís na verdade,
que as lidas todas de um Frade
são Freiras, Sermões, e Putas.
O açúcar já se acabou?..................Baixou
E o dinheiro se extinguiu?.............Subiu
Logo já convalesceu?.....................Morreu.
À Bahia aconteceu
o que a um doente acontece,
cai na cama, o mal lhe cresce,
Baixou, Subiu, e Morreu.
A Câmara não acode?...................Não pode
Pois não tem todo o poder?...........Não quer
É que o governo a convence?........Não vence.
Que haverá que tal pense,
que uma Câmara tão nobre
por ver-se mísera, e pobre
Não pode, não quer, não vence.
SINTO VERGONHA DE MIM

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SINTO VERGONHA DE MIM
Rui Barbosa
Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o "eu" feliz a qualquer custo,
buscando a tal "felicidade"
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!
***
"De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".
-Rui Barbosa-
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2008
A eleição é em 2008, mas, já tem candidato em ação.
A única exigência que faço para os meus futuros candidatos é que apresentem o Atestado de Antecedentes Criminais, estou de saco cheio de ligar
a tv, abrir a Veja, Carta Capital -momento relax, Mino "Idiota" Carta me diverte- e só notícias de corruptos.
Penso, que 99, 555555% dos não tão nobres representantes deveriam estar em presídios de segurança máxima. Ah, mas ser político é ter foro privilegiado. Eca....
É repetitivo, mas, só reclamar não adianta tem q ter atitude: Não basta ter um projeto de lei, não basta eleger um deputado, não basta repassar e-mails, de alguma maneira teremos de dar “um chega na orelha” dos congressistas se quisermos que algo mude.
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Nunca nesse país
O apedeuta, q manipula os fatos de seu passado de menino pobre, nordestino, torneiro mecânico para iludir os tolos, há muito tempo não é pobre, e se não estudou foi porque essa condição alimenta o mito que criou. De pobre e retirante não tem sequer resquícios, dada a sua conhecida arrogância. Nem honra e nem glória, merece o "Pai dos Pobres", cercado por amigos mensaleiros, sanguessugas, denunciados pelo Procurador-geral da República por corrupção.
Nunca nesse país, um presidente q nunca sabe de nada, conseguiu emplacar corruptos do peito com tanta maestria.
Nunca nesse país, deputados corruptos foram inocentados pela Câmara.
Nunca nesse país, a impunidade se fez tão presente, onde só os pobres merecem ser punidos.
Vergonha!
A Magda de calças e a sua verborréia:
-lula-
O presente ideal para o apedeuta é um dicionário!
A elite de nome e sobrenome do país, trabalha, mantém empregados, paga impostos e luta bravamente para resistir ao avanço de vagabundos vermelhos q a todo
momento pregam a socialização de direitos, mas, desconhecem na íntegra o q é pegar no batente.
Se para o apedeuta é o século da elite do saber, seria ótimo q ele fosse estudar, assim nos pouparia dessa verborréia hipócrita.
Imagino como andam os centros de ensino brasileiro: professores fazendo gênero, com blusas vermelhas, boina tipo Che, recitando Gramsci e descendo a lenha nas elites!
Lembre-se e exija:
Lembre-se e exija:
O ensino será ministrado com base nos princípios da liberdade -de aprender, ensinar, pesquisar, e divulgar o pensamento, a arte e o saber - e do pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas.
Contituição Federal, art.206, II e III
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Até quando?
" O sapo não lava o pé. Não lava porque não quer. Ele mora lá na lagoa, não lava o pé porque não quer...mas, q chulé!"
Ah, o sapo...
Até quando?
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Para refletir
"Antigamente, o silêncio era dos imbecis, hoje, são os
melhores que emudecem. O grito, a ênfase, o gesto, o punho cerrado, estão
com os idiotas de ambos os sexos.
-Nelson Rodrigues-
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Declaração pós-alcoólica:
" Não vamos confundir o acidente do avião da Gol com o Legacy com um problema dos aeroportos, até porque eles se chocaram no ar"
-Lula, sobre a crise na aviação-
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Políticos Brasileiros
-Claudio Humberto-
*Os políticos brasileiros, depois de acabarem com o estoque de óleo de peroba no país, deverão apelar para o pó compacto para dissimular a cara lustrosa e sem-vergonha.
Navalha neles!
Hino Oficial do PT
"Se gritar pega ladrão
Não fica um meu irmão
Se gritar pega ladrão
Não fica um "
-Originais do Samba-
O apedeuta foi cooptado como a novidade da esquerda brasileira, o homem pobre, nordestino,
e operário. Um homem do povo.
O PT, seria a consciência moral da sociedade brasileira, seus representantes, legitímos senhores da razão. Nenhuma sombra ameaçava a reputação petralha, até q tropeçaram em Roberto Jefferson.
Essa manobra perigosa, vigente em toda América Latina de calar os meios de comunicação tem apoio
do partido mais ordinário q o povo brasileiro tem notícia: PT.
Lula ladra mas não morde...lambe! Apóia!
A tentação deste governo é populista e autoritária.
Perigo para a Democracia!
segunda-feira, 4 de junho de 2007
O Blá-blá de Mino "Chato" Carta.
A mídia é sempre aquela. Mas...
O denuncismo no Brasil é de mão só. Visa-se Lula há décadas. Os jornalistas e seus donos não percebem, porém, que foram os grandes derrotados no pleito de 2006
Será a mídia a guardiã da ética, anjo protetor do decoro, sentinela do Estado de Direito? Justificam-se vertiginosas dúvidas. No Brasil e no mundo, são poucos os órgãos midiáticos que ainda praticam o jornalismo à sombra dos velhos, insubstituíveis princípios: fidelidade canina à verdade factual, exercício desabrido do espírito crítico, fiscalização diuturna do poder onde quer que se manifeste.
A independência está em xeque sempre que os interesses do patrão e dos seus negócios, do poder político e econômico, obstam o cumprimento dessas regras. Ou, simplesmente, quando são atiradas à lata do lixo para atender às conveniências de uns e outros, ou de todos.
Há décadas avança o processo de afastamento do jornalismo do papel inicial de serviço público. No Brasil, a rota é diversa daquela percorrida em outros países (leia a reportagem de capa), em decorrência do nosso atraso, a nos manter em um tempo especial, suspenso, mas não equilibrado, entre Idade Média e contemporaneidade. São coetâneos, aqui, diretores de redação por direito divino e computadores da última geração.
Tomemos o exemplo da cobertura da mídia a respeito da Operação Navalha e do caso Renan Calheiros. Até parecerá, a olhos e ouvidos desavisados, que se trata de um balaio único de escândalos. São, porém, distintos. É bom que venham à tona, mas cada um deveria ser colocado no devido lugar. A denúncia, além de oportuna, é necessária, e agora é só esperar pela condenação dos culpados. No entanto, jornais, revistas e emissoras misturam tudo.
Chafurdam (oportuno, também, é evocar esse verbo) no denuncismo, no encalço da crise. Qualquer uma serve, desde que ponha em dificuldade o governo, ou tente pôr.
É um clássico da história do jornalismo nativo. A fúria midiática é, e foi, de mão só. Evitemos recuar demais, lembremos o mar de lama em que chafurdaram (voltei ao verbo) Carlos Lacerda e sua UDN, até levar Getulio Vargas ao suicídio. E recordemos as campanhas anti-Juscelino, ou pró-Jânio Quadros, o fio desencapado da hora agarrado para impedir a eleição do marechal Lott.
Havia um ranço udenista até então. Mas quando se tratou, primeiro, de torpedear a legítima posse de João Goulart depois da renúncia de Jânio, e menos de três anos depois de derrubá-lo, a mídia estabeleceu o consenso total, sonho dourado da nossa oligarquia. E convocou os gendarmes para o golpe de 1964, a terceira, imensa tragédia brasileira, depois da colonização predatória e da escravidão.
A mídia não hesitou na agressão ao Estado de Direito, e omitiu-se, e mentiu, 21 anos a fio, até o momento em que a ditadura fardada se esvaiu em seus próprios erros e contradições. A adesão à campanha das Diretas Já foi lenta e parcial, e ao cabo não houve jeito de escapar à rendição à vontade popular. Poucos, porém, enxergaram nas indiretas uma derrota.
Em 1989, o fio desencapado foi Fernando Collor, valia tudo contra o Sapo Barbudo. O novo presidente passou a exigir pedágios cada vez mais elevados, até a célebre CPI sem provas da corrupção denunciada pelo irmão. Não passaria de um chega-para-lá, não fosse o motorista Eriberto, que apresentou a demonstração inegável da ligação entre a Casa da Dinda e PC Farias. E então desencadeou-se a pantomima das manifestações pró-impeachment, orquestrada pela inefável Globo.
Depois, o apoio irrestrito e enamorado a Fernando Henrique Cardoso. Roberto Marinho acreditou cegamente na sua colunista Miriam Leitão, segundo quem a estabilidade, bandeira da campanha da reeleição, era donzela inviolável. Deu-se, contudo, o maior engodo da história eleitoral brasileira, 12 dias depois de empossado FHC desvalorizou o rublo, perdão, o real.
A mídia condescendeu, assim como ocorreu quando das privatizações, de, no mínimo, duvidosa feitura. Quem sabe valesse perguntar o que pensam a respeito alguns dos mais atilados articuladores fernandistas. Digamos, o Mendonção, bem-posto cidadão escorado por filhos criativos. Ou André Lara Resende, que hoje vive em uma quinta em Portugal e monta em Londres na sela de cavalos conduzidos até lá de avião. Houve tempo em que os coronéis nativos levavam vacas para Paris, a fim de garantir leite matinal.
E a mídia? Impassível. Só emerge da expressão de Buster Keaton quando se trata de fazer campanha a favor de José Serra ou de Geraldo Alckmin. Contra Lula, ainda e sempre o Sapo Barbudo. E por aí o bombardeia, sem pausa ou refresco, por um ano e meio para verificar, finalmente, que as bombas caíram n’água.
Há quem diga que denunciar escândalos pode ser fenômeno promissor. Pensamento similar àquele de quem supõe que pena de morte reduz o número de assassínios. A mídia brasileira até hoje não traiu a si mesma e às suas tradições. Se há algo positivo neste quadro é a vitória exuberante de Lula no ano passado contra a mídia, antes de ser contra Alckmin.
Eles próprios, os jornalistas e seus donos, deveriam constatar que não chegam lá, ao contrário do ocorrido no século passado. Às vezes me pergunto se a mídia cogitaria substituir os partidos, em plena falência, ou se acredita que a substituição já se deu. Recomenda-se não esquecer que partidos se consolidam no voto. A julgar por 2006, convém à mídia repensar a si mesma.
-CartaCapital-
Eu: estranho o posicionamento de Mino "chato" Carta, ao cobrar da mídia
uma postura isenta, quando ele mesmo reconhecido puxa-saco do governo
Lula não tem.
A todos
a todos trato muito bem
sou cordial, educada, quase sensata
mas nada me dá mais prazer
do que ser persona non grata
expulsa do paraíso
uma mulher sem juízo, que não se comove
com nada
cruel e refinada
que não merece ir pro céu, uma vilã de novela
mas bela, e até mesmo culta
estranha, com tantos amigos
e amada, bem vestida e respeitada
aqui entre nós
melhor que ser boazinha é não poder ser imitada.
-Martha Medeiros-
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