quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Brasil tem segundo maior índice de analfabetismo da América do Sul

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Brasil tem segundo maior índice de analfabetismo da América do Sul

Por
Bruno Aragaki

A queda de 29,1% na taxa de analfabetismo entre 1996 e 2006 não foi suficiente para tirar o Brasil do incômodo penúltimo lugar no ranking de alfabetização na América do Sul. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta sexta-feira, o percentual de brasileiros que não sabem ler e escrever é inferior apenas ao da Bolívia, onde a taxa de analfabetismo foi de 11,7% em 2005.

Analfabetismo na América Latina e Caribe*
Haiti
45,2
Nicarágua
31,9
Guatemala
28,2
Honduras
22,0
El Salvador
18,9
República Dominicana
14,5
Bolívia
11,7
Jamaica
11,3
Brasil
11,1
Peru
8,4
México
7,4
Colômbia
7,1
Equador
7,0
Panamá
7,0
Venezuela
6,0
Paraguai
5,6
Porto Rico
5,4
Belize
5,3
Bahamas
4,2
Costa Rica
3,8
Chile
3,5
Antilhas Holandesas
3,1
Argentina
2,8
Cuba
2,7
Uruguai
2,0
Trinidad e Tobago
1,2
Guiana
1,0
Barbados
0,3
Média
9,95
*Dados do Cepal 2005
Em relação a todos os países latino-americanos e caribenhos, o Brasil também vai mal no quesito: tem o 9º pior índice do grupo.Mais grave ainda é a situação do Nordeste, que tem o mais elevado índice entre as cinco regiões do país. Na média, um em cada cinco nordestinos declarou que não sabe ler nem escrever um bilhete simples. Se fosse um país, o Nordeste teria o 5º pior desempenho em alfabetização da América Latina e Caribe, à frente apenas de Honduras, Guatemala, Nicarágua e Haiti.Na comparação de dados de população urbana da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) com os da Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe) em 2005, o Brasil se saiu pior do que vizinhos de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mais baixo, como Peru, Venezuela e Colômbia.A taxa brasileira de analfabetismo, 11,1% entre os maiores de 15 anos, ficou, em 2005, acima da média do grupo, que foi 9,95%. O número divulgado pelo IBGE referente a 2006, 10,4%, também está acima dessa linha.O contingente de analfabetos no Brasil acima de 15 anos, 14 milhões de pessoas, coloca o país no grupo das 11 nações com mais de 10 milhões de não-alfabetizados, ao lado do Egito, Marrocos, China, Indonésia, Bangladesh, Índia, Irã, Paquistão, Etiópia e Nigéria.O grupo é considerado prioritário para a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), que criou programa de metas de erradicação de analfabetismo até 2015.



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